Saiba quais são as 10 melhores faculdades de Economia do Brasil

Escolher um curso de graduação não é uma tarefa simples. Significa passar ao menos 4 anos estudando intensamente uma área do conhecimento e se preparar para atuar profissionalmente no futuro. Assim, é preciso pensar bem sobre quais áreas você mais se identifica e acredita que seria um bom caminho profissional para o futuro.

Você está pensando em cursar economia? No post de hoje, vamos tirar algumas dúvidas sobre quem está pensando em escolher a área econômica para a sua formação profissional e falar sobre as 10 melhores faculdades de economia de todo o Brasil. Confira!

Economia: Humanas ou Exatas?

É normal pensar em pessoas fazendo análise de números quando falamos em economia, mas o que pode chocar muitas pessoas que estão querendo saber mais sobre o curso é que esta área na verdade se encaixa nas Ciências Humanas.

Isso não significa que as imagens que formamos de análises de números estejam erradas, mas sim que os números representam só uma parte do que o campo da economia representa!

Como uma ciência humana, a economia se dedica ao estudo das bases que compõem a organização das atividades econômicas necessários para garantir a sobrevivência e a qualidade de vida de uma sociedade.

Por isso, é claro que é preciso ter noções básicas de matemática, estatística e outras disciplinas envolvendo números. Mas os conhecimentos em história, filosofia, antropologia, sociologia e direito que envolvem a economia são indispensáveis para um profissional desta área. Já dá para ver que o curso é essencialmente multidisciplinar! Mas todo este conhecimento é necessário para entender não só o que uma sociedade precisa produzir para viver bem, mas também como e para quem é preciso produzir.

Qual a diferença entre Economia e Ciências Econômicas? 

Quando buscamos sobre cursos superiores na área de economia, é muito comum encontrarmos dois resultados: graduação em Economia e graduação em Ciências Econômicas. Mas o que isso quer dizer?

Economia (do inglês Economy), pode ser caracterizada como um modo de produção e o seu conjunto de atividades produtivas e financeiras realizadas pelos homens que determinam certo período do tempo. Ou seja, falamos na economia de determinada época, quais são as suas atividades e modo de produção em um ano, ou um século ou época específica.

Já quando vamos falar de Ciências Econômicas (do inglês Economics), estamos falando da ciência que investiga, explica e elabora modelos de como a economia funciona. Dentro desta ciência, encontram-se duas vertentes: a clássica e a neoclássica.

Economia foi o termo utilizado para nomear a área por muito tempo, tanto na tradução de livros clássicos como na nomeação de cursos superiores. No entanto, em muitos casos, o uso de Economia é simplesmente errado, quando o correto seria o termo Ciências Econômicas. Um exemplo disso é o livro clássico da vertente clássica, o Princípios de economia (do original, Principles of economics), do autor britânico Alfred Marshall. Como pode-se perceber, a tradução correta do título seria Princípios de ciências econômicas.

Este termo têm sido alterado em muitas instituições nas últimas décadas, no entanto, não há diferença entre as estruturas do curso. Então, resumidamente, apesar dos termos serem diferentes, eles representam o mesmo curso superior.

E as Ciências Contábeis?

Embora tenha algumas similaridades com um curso de Economia ou Ciências Econômicas, as duas carreiras vão em direções opostas. Quando pensamos em Ciências Contábeis, estamos falando na área do conhecimento que analisa os fatos econômicos de determinado local e faz o planejamento e controle das operações financeiras dele.

Já na área da Ciências Econômicas, se concentra nas análises do sistema econômico de uma instituição ou até mesmo de um país inteiro. Para isso, um economista não utiliza somente os números das operações financeiras realizadas, mas também leva em consideração outros fatores importantes para uma boa análise econômica. Sendo eles: os aspectos sociais, políticos, culturais e até mesmo religiosos, quando necessário.

Dessa maneira, os dois cursos podem até mesmo ter nomes parecidos e algumas disciplinas em comum. No entanto, foram profissionais com propósitos completamente diferentes. Assim, pense sobre o que você gostaria de estudar e atuar profissionalmente no futuro antes e escolher o seu curso ideal!

O que avaliar na hora de escolher a faculdade?

Estudar em uma boa universidade pode fazer toda a diferença na formação e atuação profissional de uma pessoa. Por isso, é comum se questionar sobre quais parâmetros utilizar ao avaliar sobre qual a melhor universidade para estudar.

O jornal Folha de São Paulo produz desde 2012 uma avaliação anual de instituições de ensino superior brasileiras, públicas e privadas, o Ranking Universitário Folha (RUF). A avaliação é feita com base nas 40 carreiras com maior números de alunos ingressantes todos os anos. Assim, é possível encontrar cursos como Medicina, Direito, Administração, Economia, Engenharia, Arquitetura, os cursos mais procurados e concorridos dos principais vestibulares por todo o Brasil.

Alguns cursos possuem marcadores de avaliação específicos (como o curso de Direito, que leva em consideração a taxa de aprovação de alunos na OAB), mas todos eles possuem no mínimo 5 indicadores. São eles:

1. Pesquisa

No indicador da Pesquisa, é considerado a quantidade de produções de pesquisa acadêmica é realizada e publicada na universidade, seja por professores quanto por alunos. Representa 42% da avaliação sobre cada universidade.

2. Internacionalização

Já no indicador de Internacionalização, são visualizados os convênios que a universidade têm com outras instituições de ensino superior do mundo, o que facilita a troca de conhecimento e o intercâmbio de alunos e professores entre elas. Representa 4% sobre a avaliação da universidade.

3. Inovação

Neste indicador, são computadas as informações referentes às patentes e parcerias com empresas do setor produtivo. Também representa 4% da avaliação da RUF.

4. Mercado

Aqui, é avaliado o quão relevante é aquela instituição para os empregadores na avaliação de uma entrevista de emprego. Ou seja, a confiança que o mercado tem na formação daquela instituição sobre o seu aluno. Representa 18% sobre a avaliação.

5. Ensino

Por último, no indicador de Ensino, a universidade é avaliada em relação ao seu corpo docente: a quantidade de professores com mestrado e doutorado e que trabalham em regime de dedicação integral; além de avaliar a nota dos estudantes da universidade no ENADE (o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Representa 32% da avaliação geral das universidades.

Os indicadores do RUF, portanto, abarcam diversos fatores importantes para a escolha de uma universidade. Uma vez que o corpo docente, a infraestrutura, o reconhecimento do mercado de trabalho e a possibilidade de realizar intercâmbios ou trocas com universidades do exterior já estão contidas nos indicadores do Ranking.

E aí, tá curioso para saber quais são as instituições que possuem o curso de Economia mais bem avaliados do país? Confira abaixo as 10 universidades que aparecem no topo do ranking da Folha:

1ª  Universidade de São Paulo (USP)

Pública. A graduação em Ciências Econômicas é oferecida em três campi diferentes da USP: na capital paulista (diurno e noturno) e no interior, nos campi de Piracicaba e Ribeirão Preto.

Vestibular anual próprio, realizado pela Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST).

2ª  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Pública. Campinas, São Paulo.

Vestibular anual realizado pela Comissão Permanente para os Vestibulares (COMVEST), próprio da universidade. No entanto, 20% das vagas  são destinadas ao ingresso via ENEM. Outros 10% de vagas são reservadas para a categoria Olímpica, e candidatos de diferentes etnias também podem concorrer a uma vaga através do Vestibular Indígena.

3ª  Escola de Economia de São Paulo (FGV)

Privada. São Paulo, SP.

O ingresso na universidade é feito através do vestibular anual realizado pela própria universidade. Acompanhe o processo seletivo aqui.

4ª  Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Pública. Belo Horizonte, MG.

O ingresso na universidade é feito anualmente através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que utiliza a nota do último ENEM para classificar os alunos nos cursos de sua preferência.

5ª  Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Pública. Rio de Janeiro, RJ.

O ingresso na universidade é feito anualmente através do SiSU.

6ª  Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP)

Privada. São Paulo, SP.

O ingresso na universidade é feito através do vestibular anual realizado pela própria universidade. Acompanhe o processo seletivo aqui.

A universidade concede uma bolsa de estudos integral para o primeiro colocado no vestibular de cada campus e uma bolsa parcial para o primeiro colocado de cada curso. Além disso, é possível também concorrer a uma bolsa de estudos através do ProUni.

7ª  Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Pública. Porto Alegre, RS.

70% das vagas para ingresso anual da UFRGS são preenchidas através do seu vestibular próprio, realizado pela Comissão Permanente de Seleção (COPERSE). Os 30% restantes das vagas são preenchidas através do SiSU.

8ª  Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV-Rio)

Privada. Rio de Janeiro, RJ.

O ingresso é feito através do vestibular anual realizado pela própria universidade. Acompanhe o processo seletivo aqui.

9ª  Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Pública. Curitiba, PR.

O ingresso é feito anualmente através do SiSU.

10ª  Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Privada. Rio de Janeiro, RJ.

Vestibular anual próprio. Acompanhe o processo seletivo aqui.

Esperamos ter te ajudado a escolher a universidade perfeita para você iniciar os seus estudos em Economia! Para saber mais dicas sobre o vestibular e a vida acadêmica, continue acompanhando nossos conteúdos.